Quinta-feira, Abril 15, 2004
Deu vontade de voltar no tempo, e passear pelo post que eu acho, neste último ano, o mais legal da história deste blog, nele, uma homenagem velada a
Hawkings.
Eu tinha um tanto para falar ainda do Van Gogh, mas decidi tornar minhas as palavras do comment que me deixaram, e reproduzir na íntegra o restante da mensagem:
"Meu querido irmão
Eu desejaria muito escrever-lhe sobre uma porção de coisas, no entanto, sei o quanto é inútil... Os demais pintores, seja qual for a sua opinião a respeito, mantêm-se à distância das polêmicas discussões sobre o atual comércio. Resta-nos, então, os nossos quadros para falar de nós. Entretanto, querido irmão, mantenho o que afirmei durante toda a vida e torno a repetir uma vez mais com toda a gravidade que podem causar os esforços de uma opinião irredutível, para procurar fazer o que se quer da melhor forma possível ¿ digo-lhe novamente que sempre acharei que você além de um simples marchand de Corot, que através de mim você convive com o nascimento de algumas telas, as quais, mesmo na derrocada, conservam uma certa paz... Em um momento de plena crise, em um instante em que tudo se encontra tenso entre os marchands de homens, que eu suponho, e pode tomar partido, acredito, agindo deveras humildemente. Mas que você quer! Mas meu querido irmão, minha dívida é tão vasta que, quando eu a saldar, o mal da pintura terá invadido completamente a minha vida e a minha sensação será a de não ter vivido.
Van Gogh"
Domingo, Abril 11, 2004
Há algo estranho estranho por aqui... será um sorriso???
E enigmático, pergunta:
-Who you are?
Parei de postar neste blog, no ponto abaixo, por ter recebido uma ligação inusitada. No exato momento, o Fábio me liga enlouquecido, me convidando, me intimando para ir com ele para passar uma noitada em São Paulo, e o pior, consegue me convencer. Isso foi sábado a tarde!!!
Eu sou super pé no chão, capricórniana... mas nessas horas, meu lado aventureiro escorpiônico grita: Quero sair daqui!!! Arrebenta o peito, e sai detonando toda a razão. Ele predomina.
Eu estava absolutamente entediada com a noite no Rio.
Seis horas fomos para o Santos Dumont, chegamos em Sampa na hora da peça - "Tem um psicanalista na nossa cama", de João Bethencourt e finalmente conheço pessoalmente o João Camargo (ah, o João foi resposável por grande parte da nossa felicidade - ele é absoluto!!)
A peça é uma comédia bem inteligente sobre casamento em crise, traição e ... e .... ciúmes!!! Quem estiver em São Paulo, até dia 25 de Abril, tem que dar uma conferida!!! Tá no Teatro Antônio Fagundes!
O João Camargo também era DJ convidado da festa Jet Lounge da boate UltraLounge. Mais um motivo que nos moveu a fechar a mochila(a minha, meio cheia, meio vazia!)
Que noite: lugar maravilhoso, só gente linda, e eu não conseguia parar de dançar.... fomos assim até às seis horas da manhã. Na saída, eu e o Fábio conhecemos dois rapazes super legais, o Eduardo e o Marcelo, na porta da Ultralounge que nos levaram para conhecer outros points da noite Paulistana. Mas a gente acabou vendo que o dia estava amanhecendo, eu não tinha feito ainda check in no hotel. Cansaço batia forte.
Então, voltamos, dormimos um pouco para repor as enegias. Ao acordar, fomos ao Ibirapuera, almoçamos num restaurante árabe maravilhoso: Folha de Uva, em Cerqueira César!!!!
Eu estava pertíssimo de onde ficava com minha primeira namorada... é engraçado, nunca mais havia voltado àquelas locações, mas o tempo passa, o tempo cura.. em nenhum momento fiquei triste, ou nostalgic.
Fiquei com pena de não ter falado com Adônis, Vivi e Léo. Pensei que elas deveriam estar comigo no Ultralounge.
Ainda deu tempo de voltarmos, tomarmos um banho de piscina no hotel, (o que recarregou nossas energias) e pegarmos o vôo das 18:48, CGH - SDU. AHá, detalhe... fomos visitar a cabine do comandante, eu sempre tive curiosidade de conhecer !!!
Me lembrei da copa do mundo, quando eu a Aless fizemos uma viagem assim. A gente tava na nossa enésima crise e eu estava imensamente feliz em viajar com ela, até porque foi bem inusitado: Aless me convidou na véspera, via torpedo telefônico. Eu estava na casa da Tereza, e pensava que sairia dalí e iria ferver numa festa, pensava que talvez fosse solteira daquela vez, mas decidi voltar para casa, tava tarde e eu não tinha astral para muita coisa.
De cara, não levei a sério o convite da Aless, até pq, além da crise em que estávamos, eu falei: é muita loucura ir para ficar só algumas horas e voltar.
No dia seguinte, Aless me convidou para dar uma volta de bike na praia. Eu tinha acabado de comprar uma e estava na pilha de curtí-la.
Então, sentamos num quiosque na praia para tomar uma água, e do nada, ela falou novamente:
-Léo me ligou nos convidando para ir para o Guarujá assistir o jogo da Copa com ele, numa mansão maravilhosa, bem na beira da praia, da família dele.
As duas ainda meio pé no chão. Até que o bichinho carpinteiro coçou a gente mais a fundo, e a gente ligou para o Léo dali mesmo dizendo que a gente estava indo para casa tomar banho, pegar um ônibus e que ele nos pegaria na Rodoviária de Sampa para seguir viagem. Então, o Brasil ganhou, e nem pensamos mais em nossos problemas, crises, ou se realmente estávamos nos separando. Meu sorriso rasgava meu rosto, e eu tenho certeza de que ela se lembra bem de como.
E desta vez, com o Fábio não foi nem um pouco diferente.... é muito bom quando a gente partilha momentos felizes com pessoas com quem a gente ama!!!
Claro que nesta semana... ainda... e eu prometo, vou conseguir me lembrar dos melhores momentos da viagem.
Sábado, Abril 10, 2004
Adoro as bonecas da Blythe, essa parece comigo, em Londres:
Essa com cara de indiazinha, toda natural, na praia:
No fotolog da
Blythe tem muito mais!!!!
http://www.fotolog.net/blythe
Sono difícil de ancorar... cheguei em casa de pilequinho, para variar um pouco... tentei ir para cama, mas o mundo rodava ao meu redor e era veloz. Confesso que fiquei um pouco tonta.
Às cinco e cinquenta e cinco acordei, vi que não chovia... merd... arraial, barco, mar azul... seis horas meu ônibus sairia. Durma com esse barulho. Acho que vou levar mais algum tempo para refazer tal passeio...
Esbarrei no som e tocou Pixies...
Oh, Alexandrer, I see you beneath the archway of aereodinamics... a voz de Kim Deal me arrepia. E me lembra o meu próximo destino inacabado: Paris.
O Celular tocou e eu me assustei... meu deus, ainda bem que não é o telefone, pois eu ficaria com medo de alguém me pedir para descer... sem condição. Minha irmã dizendo que estava chovendo lá. Falei que já era. Eram seis horas!!!!
Falta de sono, de água quentinha para embalá-lo... eu pensei, vou resolver isso fervendo água... chá, banho quente de banheira, ou qualquer coisa. Então, a chaleira ficou lá...
Fábio, adorei a foto, o filme e o comentário deixado no Van Gogh.
Acho que a carta merecia um post, assim como essa foto!!!
Bem, resolvi oficializar um convite. Vou fazê-lo mais tarde, pq agora a chaleira me chama, o banho quente de banheira, a cama... os sonhos...
Sexta-feira, Abril 09, 2004
O sono dos justos da minha predileta Flaming June (Mary Lloyd) pintada por Leighton.
Fecho os posts da noite com uma taça de Miolo. E brindo à Bacchante de Frederic Leighton.
Bom, pisei na National Gallery já um bastante intrigada com o que tinha lido e visto. Mas, me esqueci da possibilidade de encontrar um quadro dele ali. Afinal, eram tantas salas, tantos artistas... eu me distrai muito até chegar numa das últimas salas.
Nem me lembrava mais o que tinha ido ver, ou o que encontraria. Em Londres, o tempo todo eu me distraia...
Bom, mas voltando a tal sala do National Gallery, entrei e vi quadros de Cézanne, Lautrec, Manet, Monet, Renoir, Degas e Gauguin.
A palavra impressionismo veio forte. Mas o que me impressionava mesmo era uma luz que surgia no fundo da sala. Parecia um holofote. E tirava toda a minha atenção preciosa do que estava exposto. Comecei a cogitar a possibilidade de ver uma das pinturas de V. Gogh.
Tava bem próxima.
Mas, antes, queria descobrir o que emanava toda aquela luz!!! Queria parar de me incomodar tanto com ela.
Vi vários japoneses, mas não era permitido câmeras no Museu.
Quando olhei para a direção onde eles olhavam, vi "Os Girassóis".
M
E
U
Q
U
E
I
X
O
C
A
I
U!!!
Eu fiquei arrepiada. Era sobrenatural. O estilo da pincelada, ninguém nunca conseguiu reproduzir, faz com que as cores fiquem mais brilhantes. Ë absurdamente genial.
Tava lendo um mail, que recebi, e percebi que ainda não falei sobre Van Gogh.
Fui cursar dois anos de desenho industrial e saí de lá sem entender muito bem a genialidade do artista.
Então, em Londres, minha prima me apresentou a um livro dele, contava a história de sua vida, com várias fotografias de desenhos, quadros, e a explicação de cada obra.
Minha prima, me conheceu um pouco mais ali, naqueles dias em que passei hospedada na casa dela. Ela foi muito importante na minha infância, mas depois, foi difícil da gente se entender...
Acho que Londres fez um enorme bem à ela. Ela ficou mais aberta, menos dura e preconceituosa.
Então, me sacando um pouco mais, me falou: leia esse livro antes de ir a National Gallery. Você vai se identificar muito com ele!!! E até com a história de vida dele...
Então, folheiei o livro.
Vi algumas gravuras, me encantei com o desenho de uma mulher que ele encontrou numa rua, ela está grávida e completamente desprotegida e miserável. Van Gogh levou-a para casa.
Theo, irmão mais novo e suporte emocional, afetivo e até econômico de Van Gogh, contraria-se com o irmão. Como ele, que já tinha uma família, ainda sustentando os estudos de perspectiva e Van Gogh, poderia dar guarita àquela mulher e seu filho?
Theo lutava para fazer o irmão vender um quadro, ou que ele pintasse conforme os pintores clássicos.
Van Gogh não queria saber de pintar nobres, "gente que não trabalha". Mas pinta em seus quadros camponeses, campos de trigo. Van Gogh desenhou expressões de dor e tristesa. Retratou bem a fragilidade humana. As árvores retorcidas, casas solitárias, os céus estrelados, corpos alquebrados, o vazio dos quartos, o amarelo dos girassóis e dos trigais.
Van Gogh convida seu amigo Paul Gauguin para trabalharem juntos em Arles, onde morava. Dois meses de trabalho intenso e fértil para ambos. Diferenças de temperamento e de atitude diante da vida acaba explodindo numa inevitável desavença.
Van Gogh acaba tendo crises de humor, discute, agride o amigo, o que culmina numa das crises, a tentar ferir Gauguin com uma navalha. Perde a briga, em lágrimas e descontrole muscular. Van Gogh se auto-destrói, cortando sua própria orelha, arrependido.
É internado, e mesmo assim, pinta, diante do espelho, o Auto-retrato com a orelha cortada. No quadro, o olhar é de espanto, mágoa e melancolia.
Inúmeras idas e vinda aos hospitais psiquiátricos fizeram Van Gogh pintar sua própria realidade: o hospital, os doentes, as celas, o pátio e os médicos. Com isso, a natureza se transforma: os trigais são turbulentos e inquietos, os ciprestes estão trêmulos, angustiantes, cheios de tensão, as Oliveiras são exaltadas e contorcidas.
Van Gogh pinta um quadro em julho de 1890: Corvos que gritam e fogem em revoada sobre um campo de trigo com grãos dourados, o céu azul, dia lindo! Poucos dias depois, sai para o campo com um revólver na mão. No meio do campo, acaba essa história.
Vendeu apenas um quadro em sua vida toda.
Quinta-feira, Abril 08, 2004
Descobri um blog maravilhoso de um cara que está em Londres. Puxa, vou matar minhas saudades por
ai...
Caramba, o que uma pessoa não faz para mudar o humor da outra.... tanto para o bem, quanto para o mal.
Hoje, depois de um telefonema, senti um certo clima hostil e decidi que aquilo não ia mais me atingir.
Ah, mas claro, até eu chegar a essa conclusão... sai de casa muito irritada comigo. Queria ir numa locadora e ela estava fechaaaaaaaaaaando. É, mais da metade da porta abaixada!!!! Isso me irritou mais ainda.
Não via nada na minha frente (Tempo perdido, eu pensava!!!).
A sorte é que sou bem protegida.... haja anjos!!! E o meu é poderoso!!! Só me lembro de ter visto um Pitboy e o seu "cãozinho" assustado com meu olhar....é, meu olhar. Ele olhou bem assustado!
Expresso muito meus sentimentos pelos olhos... e minhas passadas rápidas e decididas, não negavam. Tá a raiva era toda minha. Mais de ninguém. O que já ouvi de absurdos, já passou da conta. Não estou mais dividida. Estou inteira. Entre eu e eu mesma!
Fumei um para relaxar, escrevi um mail enorme para minha amiga... e a velha conclusão de que nada melhor do que um dia após o outro!!!
Sam, como o Samir tá lindo !!!
Quarta-feira, Abril 07, 2004
Fellini: tenho uma surpresinha para você. Eu tava assistindo algumas das minhas fitas, e descobri que tenho aquele filme que vc postou outro dia. Se acertar qual, ganha um doce... Não tenho só uma fita, tenho duas. Daquela gravação da Band conforme tinha te falado, uma tá com Les Amant du Pont Neuf, e a outra, com alguns outros filmes. Se você ainda não tiver, mail-me.
Segunda-feira, Abril 05, 2004
E para não dizer que não falei das flores, dedico o post abaixo para:
Claudine Piffard, Tye, Bellinha, Bruno, Abelinha, Cherie e Anjo.
Eu adoro este filme, amo esta personagem, não é à toa que o nome dela é Bela!
Bela é uma balzaquiana, mora em NYC, tem uma mãe controladora, quando fica entendiada, Bela vai para o meio da rua e deita no asfalto, esperando que um carro venha e pare. Então ela levanta e prossegue sorridente. Bela também toma banho de noite, e joga a toalha para um homless, para frisson dos garotos da vizinhança.
Bela cria um rato, tem um namorado Ogro mas só até encontrar o homem certo.
Post conexão
Domingo, Abril 04, 2004
Hoje, não sei porque me deu vontade de falar de um dos meus quadros preferidos. The Garden of delights, ou o Jardim das delícias de Jheronimus Bosh (1480-1510).
Eu estava procurando uma reprodução de um quadro, para fazer um trabalho de estética da arte, para a faculdade.
Então, comecei a folear um fascículo, e fui separando o que achava legal. Certo momento, já um pouco cansada, virei para trás me distraindo, porém, continuei foleando os fascículos. Dado momento, minha visão periférica captou algo que se movia. Achei que poderiam ser formigas.
Tensa, olhei de frente e não consegui ver nada além de um carnaval, aquelas as figuras tinham movimento.
Fiquei estarrecida. Não conseguia entender nada. Parei, quase gritando de aflição, apertei os olhos, sacudi a cabeça, respirei fundo, ajeitando a coluna, me concentrei melhor e pouco a pouco, fui conseguindo adentrar no universo de Bosh.
Primeiro, vi um lugar calmo, figuras angelicais, animais tomando água em lagos cristalinos. Muito verde, natureza. Era o Paraíso, parte que forma o triptico desta obra prima.
A segunda parte, no centro, vi seres humanos nús, andando em circulos, montados em animais, eles já estão dominando, querendo por uma ordem no universo, estão em maior número, alguns se seduzem, em dois, em três, homens x homens, mulheres x mulheres.
A terceira parte, o Inferno: o lugar é escuro, os homens estão se trasmutando em feras, animalescamente. Alguns se fundem às máquinas ( o que me lembrou o filme Denise está chamando).
Então, visitei um site que acho, vale a pena:
Bosh Universe
Sonhei que estava no Ponto hoje. Quem lê meu blog há mais tempo sabe de um lugar que só existe no meu sonho. E que vou sempre com minha ex lá.
Desta vez, eu não ia com ela.
Ontem assisti La dolce vitta.
A cena em que a Madalena (Anouk Aimee) se declara para o Marcelo Mastroianni, dizendo que queria ser a mulher dele, casar e ser fiel.
E ele responde: mas vc é ótima, seria a mulher da minha vida, mas tem que parar um pouco....
Ela diz: não consigo, não tem volta!!!
Então, eles estão conversando em ambientes diferentes. Não se vêem, só se ouvem.
Quando ela acaba de falar, já está beijando outro, e o Marcelo Mastroianni sente falta do feedback na conversa:
-Madalena.... ele a procura.
E o que é Anita Ekberg... ingênua e maravilhosa.
Acho que estou colocando conteúdo do
Sorrow for that lost Lenore aqui.
De fato, uma cena desta me é bastante familiar. E eu tento ainda acordar de um passado que não se é sonho ou realidade.
Que acontece comigo??? Ontem o Fábio falou que os amigos globais que me conheceram ficaram impressionados comigo.
Tá, tudo bem, eu tava linda com a produção que ele fez, mais Betty Boop impossível....
Então, fiquei me lembrando hoje dos papos de ontem. Minha amiga mais lésbica impossível tá grávida!!! E curtindo a gravidez.
Achei legal a decisão dela. Algumas coisas que ela falou, como ter uma meta na vida... já que ela não está conseguindo ter essa meta, vai ser ter um filho. Logo ela, que era a pessoa mais louca que conheço!!!
Então, começamos a falar de nomes... e veio a parte dos nomes exdrúxulos (adoro esta palavra).
Me lembra o meu ex-pisciano. Ele adorava falar que algo era exdrúxulo, até porque a própria palavra já era por si só bastante exdrúxula.
Então, minha amiga falou: sombrancelha é lindo.
Eu também acho, apesar de tê-la corrigido na hora. É sobrancelha!!!!
Ela disse que gostava da sonoridade redondinha do "sombrancelha".
Hoje abri preguiçosamente o jornal para ler, e na coluna do Xéxeo tinha mais uma palavra exdrúxula: tertúlia.
Soa estranha para mim. Outro dia me deparei com outra, que não me lembro agora, mas é tão exdrúxula quanto exdrúxula.
Parece que lá em cima alguém me perguntou:
-Tá pronta para encarar a vida?????
O que foi G. Autran me falar que vai comemorar o aniversário no mesmo dia da Ogra... Sim, pq nessas datas, é assim que ficamos.
Eu falei, ótimo, vou lá!!!
Ai ele disse que também a convidou...
E eu respondi: Ah, o espaço vai ficar pequeno para mim.
O que é esse estranhamento meu com os meus amigos de algum tempo atrás. Parecem que serviram apenas serviram de pano de fundo para uma história. Exceto algumas poucas figuras.
Nessas horas, dá uma saudade do Amaro!!!
Tá, tem sorrisos que são vitais para mim, e disso eu não abro mão!
Pergunta que eu tenho me feito constantemente, quando me encontro lúcida:
-Será que estou satisfeita?????
Como diz Robert Smith:
It's never enough
Parece que aurea de tristeza é uma coisa em mim que atrai as pessoas.
Sábado, Abril 03, 2004
Nossa, ando tanto entediada, tão oscilante de humor...
Hoje a tarde, me senti triste .... Acho que é a TPM.
Ontem, eu e o Fábio fomos conversar com o tattoador. Ele vai fazê-las na segunda feira, eu vou atrasar mais uma semana.
Páscoa metade Rio, outra em Arraial, pq eu não sou nem um pouco de ferro.
Parar um pouco das noitadas é bom. Ontem fui com o Fábio num bar próximo da casa dele. Ficamos secando a garota do bar. Até ela dizer que tinha uma filha. Senha para levantar e irmos ao The Copa.
Tô impressionada comigo... apesar de eu estar me sentindo um caco, estilhaçada em zilhões de pedaços por dentro, não estou transparecendo isso... As pessoas estão me percebendo. Acho isso estranho, pq, sempre é quando estou de um modo diferente.... não sei exatamente explicar.
Me bateu saudade da Chris....