O Diário Roubado

[ Domingo, Outubro 30, 2005 ]


Mas, onde eu páro??? E é tão estranho uma história se interligar na outra...

Vejo agora uma noite, um dos carinhas que eu ficava, mas não conseguia ir muito além porque ele era mineiro, e era bem bronco, me disse que queria conversar comigo.
Então eu disse que estava disponível a ouvir quando ele quisesse, mas na verdade, falei que voltariamos juntos para casa, já que ele morava bem perto de mim. (este era o que queria saber de quem se tratava o playboy daquela noite... )
Ah, claro... sabia o que ele iria falar, mas pagava para ouvir.

Num certo momento, me sentei ao lado do meu amigo de ontem, o de olheiras.... O outro entrou na pista me procurando e quando me viu, fechou a cara!!! Eu olhei para o meu amigo e começamos a rir.
Eu falei: Ele disse que quer conversar comigo hoje!!!

O meu amigo só levantou uma sobrancelha... e falou: melhor ir lá se quiser ouvir...
ahahahahah.
Eu falei: - Eu vou.
Ele me puxou pelo braço e disse:
- Qualquer coisa, volta! Estou aqui te esperando.
Ok, respondi. Ah, imagina... ele não faz mal a uma mosca...

ahahahahhahahahahahahhaha

O menino era um bronco... me deu um fora, que todo mundo que viu achou engraçado, pq ele não era do tipo de se exasperar nunca... e eu tava tirando o cara do sério.
Acho que só eu sabia até então que ele era bronco.

Voltei a pista e sentei ao lado do meu amigo de ontem.
Ele perguntou:
- que cara é essa???
- Cara de quem tomou bronca!
um bico enorme se formou...

ahahahahah... meu amigo riu e disse:
Não liga, ele é um bronco!!!

hahahahahah...

[Domingo, Outubro 30, 2005]

Secrets Shareds:


O menino da porta da DDK, eu gostava muito, mas não era apaixonada... ficávamos de vez em quando, mas realmente, me lembrava de poucas coisas que havia acontecido entre a gente. Eu estava numa época muito louca, e eu acabo tendo flashbacks e eles são estranhos... mas de alguma maneira, com ele, são leves.
Parece que nosso caso começou quando briguei com um dos DJs do Rio. Ele viu a briga, e ficou solidário. Naquela noite, saimos dali e fomos para uma festa assustadora, na casa de um menino riquinho, que trazia com ele um dos integrantes do comando vermelho... e drogas, fartas, variadas.
Com ele, eu me sentia protegida, entre pares de músculos e algumas olheiras, que eu não entendia muito bem! Trabalhanva como roadie de algumas bandas, era produtor musical, algumas vezes, andava com as figuras da esquadrilha da fumaça, um batalhador.

Eu não me lembro muito além de uma noite, ou duas, quando ele levou Blixa a Basement. De algum modo, depois de um certo tempo, ele percebeu que eu não estava muito amarrada nele, nem em ninguém, aparentemente. mesmo assim, se mantinha por perto.

Me lembro de uma vez, que fiquei com o amigo da minha melhor amiga, e quando abri os olhos no intervalo de um beijo, vi dois carinhas parados, de braços cruzados na pista da Smith. Um deles era ele!!! Eles tentavam descobrir quem era o playboy que eu estava... Na noite seguinte ele perguntou. Dizendo que era o outro que estava querendo saber... ahahahahahha
Eu não dava um passo que não tinha olhos... me vigiando.

Naquele tempo, a tribo era pequena. Hoje, deu para lotar os quatro andares daquele mega cinema na festa de ontem. As pessoas perdidas no tempo se encontram e me levam novamente para um lugar louco, que nem eu entendo...

Onde eu estava, com quem queria estar, eu sei... eu sei.


[Domingo, Outubro 30, 2005]

Secrets Shareds:


Hum, comecei o dia ontem com um café da manhã no Parque Lage... divino!!! Altamente recomendado!!!
Depois, corri para dar um beijo no Rei, no Estação Catete, e depois, lesada de sono, fui para casa, me refazer para a noite!!!
Amaro me ligou para comemorar o aniversário do Emilien, mas eu não tinha recebido o convite e não ia dar para ir, na Academia da Cachaça do Leblon, e já estava saindo para a DDK!
É tão estranho encontrar assim, as pessoas do passado e algo ontem me incomodou de uma maneira gostosa, um incomodo assim, estranho...
Debaixo da chuva que caia, tive que passar meu ticket para o cara que estava na portaria, e que me chamou de boneca! Como assim, ele me reconheceu, e eu quase não o vi??? Um dos meus amantes da fase 1992...
Eu já chegui reclamando, obviamente que da chuva... e ele disse assim:
Tudo bem, mas a minha festa ela não vai estragar!!!

É a segunda vez que isso acontece comigo, da primeira, eu estava na Soul Rio - Fundição Progresso, isso já tem alguns anos. Eu tinha chegado cedo para trabalhar num dos bares que era de um amigo meu. Vi um menino passar de bermudas, carregando um balde de água, e o reconheci! Ele era um colega de faculdade, altamente politizado, e me irritava mto aquele comportamento ultra-mega-engajado! Ele se irritava comigo por eu ser assim tão alienada... como ele dizia!!! Mas passamos por um final de semana no barraco do meu tio em Arraial, que é uma das lembranças mais forte e gostosa da minha vida! Eu tava anoréxia, tomando um medicamento que havia me tirado o sono, a fome, a concentração, e me dado de brinde, olheiras, tonteiras, enjôo, insônia. Ele preparava a macarronada mais gostosa do mundo e me fazia comer, e muuito... Ele sentia o clima, percebia as imagens, e aquele feriado havia sido performático, cinematográfico. Fazia, mesmo coadjuvante, o clima do feriado, leve, gostoso, lisérgico!!! heheheheheh
Então, quando vi o menino do balde, corri e dei um abraço! Era ele. Perguntei o que ele andava fazendo, pois havia largado a faculdade, meio sem rumo.
Era O produtor daquela festinha que dava um público de 4.000 pagantes por noite!!!! E já rolava há algum tempinho!!!
O menino engajado, politizado, ficou rico da noite para o dia, cansou e depois de fazer a vida, foi viver de consultoria em eventos!!! ahahahahah...





[Domingo, Outubro 30, 2005]

Secrets Shareds:

[ Domingo, Outubro 23, 2005 ]


O SONHO ACABOU

Eu sou tida como uma pessoa pessimista, mas acho que quem me vê assim, não me conhece mesmo, ou não entende.
Imagino que há muitos anos, haviam índios, e eles lutavam pela terra. Deles, digam-se de passagem. Mas eles não tinham armas... não as de fogo. Já ouvi falar até em revoluções que foram feitas com o povo jogando panelas das janelas das casas...
Existe faca, tacape... e sobretudo criatividade. Nós nativos, fomos conquistados via catequese!
Não precisamos de armas de fogo para nos defendermos. E não deveria ser assim.
A polícia, os militares, esses sim, deveriam ter o porte de armas. Me diz, nunca um ladrão irá pensar duas vezes ao assaltar uma casa, pessoa, o que for, achando que ela é possuidora de uma arma. Ele irá assaltar de qualquer forma, porque ele não tem absolutamente nada a perder na vida dele.
Antes de darmos ok para as armas, deveriamos parar e votar na organização do nosso país. No parar de ficarmos reclamando e dizendo que nada vai mudar... e que precisamos sim, das coisas ruins para sobreviver nessa selva de pedra que nos encontramos.
Descruzar os braços e agir com cidadânia, isso é que eu quero ver!!!


Santos-Dumont votaria Sim
Arnaldo Jabor

Foi um leitor com nome esquisito, o Senhor Burger, que chamou a atenção para a coincidência de o referendo cair na data em que se comemora o colosso de Santos-Dumont. Não sei se a festa do centenário, em outubro do ano que vem ¿ mês de eleições presidenciais ¿ estará à altura de Dumont. Ignoro se uma réplica do 14-Bis está sendo construída. Se não está, deveria. Afinal, a festa dos americanos, em 2004, para os cem anos do vôo dos irmãos Wright ¿ que disputam a primazia da invenção ¿ foi patética. Na hora H, bateu uma garoa, e, diante de Bush e do mundo, a réplica americana chafurdou de bico na lama, arrancando gargalhadas até dos diabos da Tasmânia e dos dragões de Comodo. Botar o 14-Bis para voar decentemente em 2006 seria, então, um must com sabor de desforra histórica.

Mas o que é que Santos-Dumont tem a ver com o referendo, além da coincidência de datas? Respondo: nada. E tudo. Nada porque o famoso soltador de pipas, inventor de relógios e balonista não é contemporâneo nosso, não está aí para opinar ou agradecer, nem deixou declaração juramentada sobre o caso.

Tudo a ver porque, horrorizado com a transformação do seu invento (concebido para fins pacíficos) em mais uma máquina na panóplia de armas da Primeira Guerra, Alberto Santos-Dumont lançou um apelo desesperado às potências beligerantes para que fosse proibido o armamento aéreo. Mesmo não obtendo, obviamente, qualquer resultado, ele, cidadão, o fez com a mesma determinação que o levou, inventor, a transformar em realidade perene um dos maiores sonhos da Humanidade.

Santos-Dumont representa aquela categoria de homens cujos sonhos ¿ apesar do escárnio de que são vítimas os sonhadores ¿ transcendem a barreira da utopia e triunfam no terreno do real; homens que consagram seu espírito à realização desses sonhos, ao contrário de outros, que priorizam a cobiça por dinheiro, por território, por lucro desmedido, custe o que custar, ainda que o preço final seja a dignidade, a honra, a vida, do próximo, ou de toda uma geração.

Isso ¿ o exemplo de homens como Dumont ¿ é crucial na época que vivemos, uma época em que há espaço de sobra para a racionalização e quase nenhum para o sonho e a conservação dos ideais que fundamentaram o humanismo. Época em que só a razão é aceita como possibilidade, e tudo que não se enquadre em perspectivas de êxito imediato e de funcionalidade é lançado ao esgoto da pseudo-História.

Assim, por mais nobre que seja a causa, se ela não tiver uma aplicabilidade límpida, um efeito pragmático de inserção global/local ou um ¿valor agregado¿, receberá, logo, o carimbo da ingenuidade, e seus defensores terão o corpo marcado com a brasa da intolerância. Até mesmo a Ciência e a Filosofia rendem-se a esse triste espírito do novo milênio.

Tudo isso é importante quando se tem em vista o tipo de discurso a animar muitos dos que, no referendo de amanhã, votarão Não. O ódio e a truculência prevalecem sobre a argumentação serena. A apologia e a glamourização do poder de fogo impõem-se sobre as considerações ponderadas. Gente de boa formação, a pretexto de defender direitos, faz prosperar a idéia de que vivemos já na barbárie final, e temos o dever-cidadão de criar a nossa celulazinha paramilitar. E vivam os pitboys do nosso bom-mocismo!

Quando, doente psíquica e fisicamente, Santos-Dumont instalou-se no Guarujá no início dos anos 30, o fim estava próximo. Dizem que, horas antes de tirar a vida num quarto de hotel, veio até a praia e ajudou um menino a alçar um papagaio. Corrigiu o peso da cauda, endireitou uma cana da estrutura e o fez voar orgulhoso. Na mesma tarde, teria presenciado o bombardeio à ilha da Moela (no âmbito da Revolução Constitucionalista de 1932), visível da costa santista. Verdade ou não, naquele dia ¿ e isso é fato ¿, cansado da vida povoada de aves de guerra, Santos-Dumont suicidou-se, usando uma gravata como arma.


Alguém me deu dois exemplos hoje de pessoas que se usaram a inteligência para driblar o abuso de pessoas que adoram usar o jeitinho para se dar bem numa situação. Talvez isso não tenha nada diretamente ligado ao assunto Desarmamento, mas tem a ver com uma nova consciência, o uso da defesa da cidadania e a busca de um mundo melhor.

BRITISH AIRWAYS, CIA AÉREA INGLESA, NUM VÔO LOTADO:
Uma passageira da Classe Executiva chama a aeromoça e com um ar esnobe, reclama:
Não paguei essa passagem cara para viajar ao lado de um homem negro e gordo.
A Aeromoça tentou contornar a situação, sem sucesso, pois a mulher achava um absurdo aquela situação.
Foi falar com o supervisor e ele chegou com a seguinte solução:
-Senhora, fique tranquila, já conseguimos uma solução para o seu problema, temos um lugar na primeira classe!
Ela começou a se levantar, ele interpelou:
-Pode ficar, senhora, quem vai para lá é este senhor!
Então, pegou o homem negro e levou-o para a Primeira Classe.

Outra no Aeroporto:
Um político, acostumado com as facilidades da vida, na fila para fazer o check in.
Começou a reclamar da fila, queria passar na frente de todos.
O funcionário tentava segurar a situação para que o resto da fila não ficasse aborrecido com o abuso de poder.
O político partiu com a máxima: -Vem cá, moço, você sabe com quem você está falando????

Então o funcionário, já de saco cheio, agiu. Pegou o microfone e mandou chamar o supervisor, da seguinte forma:
Sr. Supervisor da CIA X, favor comparecer ao departamento de Check in, temos problemas com passageiro com Amnésia"
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


Gosto de pessoas e de estrelas...
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


Meu analista diz que eu gosto de pessoas... acho que Adônis já tinha me falado isso, antes mesmo de eu sair do armário. Ele já sabia que eu era gay, mas sabia que uma hora ia aflorar...

Minha ex-ex, a mais culta e $$$$$ de todas elas, me dizia que nessas fases eu deveria ser mais companheira dos livros. Para mim não era fácil, porque que o nível é muito baixo... e eu não aguento frequentar aqueles lugares tipo La Girl, Acesso... enfim. Ela conseguia me entender muito fácil.

Livros??? As legendas tomam conta da minha vida... mas esse findi eu resolvi parar um pouco, até porque não consegui... nada!!!
Não consegui ficar concentrada numa coisa só!!
Muitos estímulos dá nisso!!!

[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


DA SÉRIE: ACHADOS E PERDIDOS


Sábado... outubro de 2005,
Linda e loura, ou melhor, tava até sem make up, sem vontade, mas fui levar meu curriculum num Hotel.
Havia uma fila mal feita e nela também, um menino absolutamente lindo que me recebeu na fila sorrindo, como se já me conhecesse...
Acho que ele me conhece de outra vida, porque deve gostar do meu lado junkie. Deu tempo para conversar com algumas pessoas... e de eu descobrir que tenho muito mais coisas em comum com as coisas do céu do que supõe minha vã filosofia...

ahahahahahahah
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


Eu fiquei completamente sem ação!!! Tá que meu queixo já tava caido de tanta beleza... e ninguém sabe como é a minha expressão de queixo caido... é literalmente caído, e eu fico sem ação!!! hhahaha.... uma adolescente!!!
Aliás, as adolescentes de hoje em dia, são bem mais saidinhas do que eu.
Aquele papel ficou na minha bolsa, e eu ligo, não ligo, ligo, não ligo, e os dias passaram.... e muita água rolou... e eu não liguei. Alguns anos depois, abri a bolsa e vi o pequeno pedaço de papel... a letra dele... os números. Não fazia mais sentido, muito tempo se passado.
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


O nome dele era nome de CONSTELAÇÃO!!!
lindo, lindo, lindo....

[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


Junho de 1998
Parei num orelhão da Barata Ribeiro, sábado à noite. Eu voltava da locadora e ia dar meu telefonema... afinal, ela morava longe.
Chuvia... eu estava de sobretudo preto, calça jeans, e guarda chuva.
O telefone não estava funcionando. Mas era aquele tipo de orelhão com dois telefones.
Quando bati o telefone no gancho, ouvi o rapaz do lado falar comigo:
Ei, tá quebrado???
Espere!!! Esse aqui está ótimo, já vou terminar!!!
Não escutei o que ele falava... estava quase indo, quando ele falou um pouco mais alto: espere, já estou terminando!!!
Ah, sim... e olhei para o rapaz.
Ele era absolutamente lindo. Devia ter uns 22 anos. (idade de ouro para mim!!)
O tipo de beleza que hipnotiza.
E me perguntei, num segundo, como não tinha olhado antes. Sim, eu não tinha mesmo olhado antes... na verdade, só meu coração olhava para a voz que eu ouviria do outro lado. Mas a chuva caia e trovejava.... eu também e muito.
Eu falei: pode deixar, vou ligar lá perto de casa!
Ele pediu:
-Espere!
Rasgou o papel de uma lista amarela, e escrevia nele, assim, meio sem jeito, ainda segurando o tel no ouvido... disse Tchau, e colocou o aparelho no gancho.

Disse para mim:
Desculpa te fazer esperar. Estou sempre no Clube Militar, conhece?
Respondi que sim, havia passado minha infância lá.... grande parte, pois meu avô era militar. Mas que havia tempos que eu não ia lá.
Entregou para mim o papel : Esse é o meu telefone de lá. Me liga, vê se aparece. O Clube está ótimo, foi todo reformado... Meu nome é...
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:


Saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaammmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm, luxo ter vc aqui!!!
[Domingo, Outubro 23, 2005]

Secrets Shareds:

[ Quarta-feira, Outubro 19, 2005 ]


E para fechar com chave de ouro minha fase Debbie Harry...

[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]

Secrets Shareds:


só um pedacinho...

Sucker love is heaven sent.
You pucker up, our passion's spent.
My hearts a tart, your body's rent.
My body's broken, yours is spent.
Carve your name into my arm.
Instead of stressed, I lie here charmed.
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.

Like the naked leads the blind.
I know I'm selfish, I'm unkind.
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind.
All alone in space and time.
There's nothing here but what here's here's mine.
Something borrowed, something blue.
Every me and every you.
Every me and every you,
Every me...he

[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]

Secrets Shareds:


E o que é um computador novo com EMule instalado??? Ai.... absolutamente tudo.
E o que é a Ashleey Simpson cantando aquela musiquinha pop, poping no WMP??? hummm....
E o que é eu ser encontrada no Orkut pelos amigos do trampo. e o que é ter que criar DUAS identidades ainda assim???
Mais duas, porque???

Porque tenho que dar vazão também para Priscila Capricce e Luana Camará sem medo!!!
Eu, a puta e a profissional... agora, a ordem e a hora dos fatores não altera o produto!!! hehehe!.

É... nem eu me conheço ainda!!!

[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]

Secrets Shareds:


Então, comecei a falar da Kelly e me distraí... por que será???
Atualmente ela mora em uma cidadezinha próxima a NYC. Esteve aqui há pouco tempo e nos reencontramos... sem as respectivas abaixo... e foi absolutamente tudo!!! Pena que ela já estava retornando!!! Mas como eu estou querendo fechar também as minhas malas... uma coisa absolutamente e maravilhosamente Easy Rider....ahahaha
Who knows, New York City girls.... !!!!

[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]

Secrets Shareds:


Ai, que tudo!!! O que é ter um super analista na minha vida??? Então, meu astral de estranho se reverteu... Tive um dia uó no meu trabalho, se meu colega capricorniano quase pediu demissão hoje, imagina como eu estava. Nada melhor do que uma hora (sim, uma hora completa!!!) de conversa com Sâo Gilson!!!

No inicio do mês, meu psiquiatra me dá de presente uma cartela de anti-depressivos e fala: -Não se cobre tanto, vá para casa e tenha bons sonhos... sim, porque eu não conseguia piscar os olhos, naquela semana. E uma semana antes, eu tinha perdido meu tio, sido assaltada, resolvido coisas do coração e tendo que trabalhar lúcida. Tudo isso aconteceu numa semana só. Que eu chamei de semana Enough não só de 05, mas de toda a década!
E ele resumiu minha vida:
-Você passa por um stress pós-traumático. É normal estar assim.
Sim, antidepressivos, porque eu não conseguia fechar os olhos sem sonhar com assassinatos em colégio, crianças morrendo, era morte, sangue, perseguições, fugas todos os dias!!!

De quebra, meu médico ainda disse que estava conversando com o meu analista sobre minha irmã. Que tinha boas notícias para mim e para minha mãe, mas que ele preferia que Gilson me contasse. De qualquer forma, eles estavam pensando em algo para ajudá-la.

Sai do consultório do Dr. Krause e já na rua, desabei aos prantos!

Primeiro, porque sentia que havia sido, pela primeira vez em muito tempo, colocada no colo, amparada, por alguém que não fazia parte da minha família (e por isso, nem sempre sabe como deve ajudar, e tem motivos para não ajudar, ou ajudar!).
Amparada por quem deve amparar, e não faz isso por dinheiro, mesmo sendo esse seu meio de ganhar a vida.

E havia sido exatamente isso que ele me disse: vou te dar colo hoje...

Desci a ladeira da rua dele, feliz, mas completamente sem rumo, em direção a Lagoa, ... mas estranhamente meus soluços impediam que eu saisse do lugar. E eu pensava em anjos... sim, eles existem. E não é a toa que uma série de coisas aconteceu na minha vida para que tudo isso acontecesse. E eu fui até o inicio disso tudo...

Bom, estou livre dos meus pais por um tempo...
As idéias estão brotando: o que fazer com essa casa inteirinha para mim, caso minha avó fuja para a minha tia...
hum... eu conheço muto bem essa estória!!!
: )))))

[Quarta-feira, Outubro 19, 2005]

Secrets Shareds:

[ Terça-feira, Outubro 18, 2005 ]


E enquanto eu peguei uma concha na beira do mar, algo muito grande, brilhou em mim. E eu dei um sorriso, tão raro... e tão amplo, como se tivesse me encontrando!
[Terça-feira, Outubro 18, 2005]

Secrets Shareds:

[ Segunda-feira, Outubro 17, 2005 ]


É tão estranho o que acontece comigo... como se tivesse partida ao meio...
Sábado, ele me ligou, passou aqui e me pegou, já era bem tarde.
É como se eu voltasse no tempo, e todo um gap, doce, e triste... não existisse.
Então, no domingo, pisamos na areia, e vimos o sol nascendo. E depois, pedi para que ele me deixasse em casa.

Do nada, tive vontade de sair, para qualquer lugar, e até minha irmã já brinca, dizendo que toda a vez que saimos, eu viro a esquina e digo que estou me sentindo mal, que o dia me deprime, que quero voltar para casa.

Mas eu falei: vamos desta vez até a areia...
Eu tinha sonhado com Arraial, tá na época de ir. Època, todas as épocas que fui, e que fui acompanhada (e mais uma vez, eu vou mais além!!!) Minha lembrança é do Jeep subindo a ladeira... E eu batendo toc, toc para que ela não avançasse o sinal, e ficasse ali naquele tempo mesmo. Mas ela foi mais além e eu fiquei adestrando minhas emoções.
E eu pensei, na hora em que acordei: -Vamos para Arraial!
Ele topou.
Então, vi pousada, vi passeios, vi tudo o queria fazer e ainda não fiz. E ainda disse, vou me mudar para lá. E foi sério.

Então, antes de ir para a praia, falei para minha irmã, vamos molhar os pés. Eu estava de top e saia preta. Sandalia colorida. Ela de chapéu da peninsula, muito legal!!!

Pisei na água, fiquei, andamos um pouco pela beirada d´água. O mar construiu piscinas para as crianças, e num momento, eu vi algas marinhas, vi conchas, vi um mar verdinho... tava limpinho. E crianças gritando.

Passei uma meia hora lá. Até que, quando voltei, tava numa insolação, mas continuei... visitei alguns sites de Arraial, e planejei nossa viagem.

Tá sendo estranho lidar com o novo, quando o antigo ainda não se foi por inteiro. Mas tá sendo rápido. Sâo pessoas novas, sou eu diferente, é minha família torcendo o pescoço.

Então, ele perguntou: Você gosta de Moby?
Botou uma música, que por acaso, há duas semanas que eu baixei no emule.

E agora, escuto, tentando me entender... negociando menos lágrimas com essa minha TPM, e dizendo... é só hormonal... é só hormonal...


E




Dream About Me- Moby (softly spoken, whisper)

Babe, ooh dream about me
Lie, on the phone to me
Tell me no truth, if it is bad
There's enough in my life
To make me so sad

Just dream about-
Colour fills our lives
Just dream about-
Someone else tonight

And babe, ooh dream about me
On the phone, talking quietly
I want to be yours
I want you be mine
Against red skies, through all time

So dream about, us
When we're old
Just dream about-
How I will let go

and...

hand...

And babe, ooh dream about me
Lie, on the phone to me
Tell me no truth, if it is bad
There's enough in my life
To make me so sad

Just dream about-
Colour fills our lives

Just dream about-
Someone else tonight

Just dream about-
Colour fills our song

Just dream about-
How I will let go...

E fala de sonhos... fala de sonhos que não existirão nunca... mas que foram doces... enquanto sonhos.
[Segunda-feira, Outubro 17, 2005]

Secrets Shareds:

[ Sábado, Outubro 15, 2005 ]


1997. Ela frequentava um centro espírita, junto com a sua girlfriend. Isso não era moderno para mim, era estranho.
Carnaval de 2000, fui apresentada para ela, mas eu estava acompanhada. Tinha uma mesa cheia de meninas na minha frente. Mas uma, apenas uma, um dia antes, tinha conseguido detonar com a presença da minha acompanhante.
Eu só pensava nela.

Até a hora, em que falei para o meu amigo, que olhava tudo bem de longe!
- não sei o que eu faço, é muita demanda, eu estou acompanhada e ela me convidou para terminar a noite na bombonier dela!
Do jeito que eu sou chocólatra... vou dar um jeito, não sei qual, mas vou!
Ele riu, e garantiu uma boa risada para ela também. Gravei o sorriso dela. Ela me parece uma colegial.
Claro, que rindo de mim, ela perguntou... e ele se tocou de nos apresentarmos.

Passei um bom tempo na bomboniere, até descobrir que aquele lugar tinha prazo de validade bem curto em minha vida. Então parti.

Conheci minha ex... mas isso foi no inicio de nossa amizade. Junho de 2000. Ela no Galeria Café com uma namorada estranha. Eu sozinha no Galeria Café. A namorada incomodada comigo, puxa a garota para bem longe, antes de ser bem hostil. Tive oportunidade de destilar um pouco do meu veneninho também.

Um bom tempo se passou. Minha ex parou o carro na volta das Paineiras, e pediu para que eu comprasse um chiclete. Paramos no Mineiro. Desci do carro, chuvia. Corri lá para dentro, pedi um chiclete e dois bombons sonho de valsa.
Ela surgiu de uma mesa, com o mesmo sorriso colegial.

-Hum... a moça da bomboniere! Ela disse.
E perguntou:
-você se lembra de mim??? Amiga do Glauber??? Carnaval 2000???

Eu disse:
-Claro
Pensando que talvez ela tivesse se esquecido do último encontro no Galeria. Devia estar tão louca, e foi tão ridículo.

Ela perguntou se eu morava por lá. Disse que não, estava só de passagem.

Então me apresentou a família toda... mãe, tias...
Até que a outra surgiu. com um sorrisinho amarelo, ela fez as re-apresentações.
Essa é a fulana...

E me convidou para sentar um pouco.

Eu disse que estava com pressa... que tinha alguém esperando por mim, no carro. (Como???) Parece que naquele instante, eu queria mais é que as duas se explodissem em suas chatíces, em suas confusões, em suas atitudes infantiloides... Por um segundo, pensei que aqueles acessórios eram dispensáveis. Tudo para ficar apenas dentro do sorriso de Kelly.

[Sábado, Outubro 15, 2005]

Secrets Shareds:

[ Domingo, Outubro 09, 2005 ]


Sim, ainda tenho que falar da Kelly...


[Domingo, Outubro 09, 2005]

Secrets Shareds:


O Encontro:
Ele disse que tinha adorado tê-la encontrado.
Achava que ela tinha ficado com muita raiva dele, que tinha deixado de falar com ele, por achá-lo muito canalha.
Ela deixou que ele pensasse assim, pois pela primeira vez, queria, mesmo confusa, e mesmo lá, assim, meio torta, queria ter um relacionamento decente. Diferente de todos aqueles em que ele sempre estava como amante. Dez anos se passaram rapidinho, rapidinho.
E quando ela viu, ele sabia bem mais dela do que ela mesmo. Mas parecia não dar muita importância aos desejos dela.

Certa noite, ele dormiu, ela achou tudo muito tedioso... Ele pensava, isso é normal. Afinal, talvez ela queira envolvimento.
Na verdade, era a última coisa que ela queria, gostava dele, de vê-lo sem compromisso. Assim era bom. A paixão que aconteceu quando se conheceram havia sumido. Ela foi muito apaixonada. Eles se desencontravam emocionalmente. Essa era a neurose do casal. Brincar de gata e rato. Ele pegava a mão, ela dizia que ele deveria soltar. Havia passado, sim, tudo o que ela havia sentido inicialmente.

Mas então.

Sexta-feira, descendo do ônibus e caindo quase nos braços dele. Ele riu. Ela riu.
Então, ele perguntou:
-ei, ainda está com raiva de mim?

Ela respondeu sorrindo:
Raiva, nunca tive. Mas acho que essa foi a fantasia que você encontrou para equilibrar seu ego com a minha partida.
Afinal, ia ser diferente.

Ele pergunta:
Ia? Porque, não foi???
Ou melhor, não está sendo?

Caramba, os olhos dele ainda eram penetrantes, misteriosos.

A gente tem que conversar, né. Ela disse.
Bom, talvez sim, talvez não.
Se você quiser, eu gostaria muito. Afinal, dez anos, não são dez dias. E sumir sem explicação é uma coisa feia.

Parei e pensei... foi o único com família estruturada. Foi quem me apoiou nos meus momentos de declives.
Deslizes, posso dizer.

Então, marcamos. Ele me convidou para jantar num restaurante muuito caro. Eu já conhecia, foi bom ter voltado lá, mas ele sabe, aquele não é o meu lugar. Fui conhecer o apartamento dele. Condomínio na Barra. Era de se esperar. Sabia que terminaria lá.

Sentamos na varanda e ficamos pegando um pouco da brisa do mar, e o som das ondas... a música, ele escolheu...
Um disco que eu tinha dado, tocava numa vitrola muito antiga, tão grande que parecia uma máquina de costura.

É estranho falar de tais coisas com ele, mas na ocasião, tive que me afastar. Eu queria ficar com ela, apesar do dia seguinte ter dito que queria me casar e ter filhos e terminado pensando nele, e dizendo que havia acontecido de novo, eles se encontravam, cama... conversa... sempre muito bom. Ele parecia ser a mola mestra para relacionamentos estragados.
Mas desta vez, eu pensei melhor. Nem com ela, nem com ele.

Mas, porque não com ela??? Eu achava que a confusão ia passar e eu ainda ia conseguir um final feliz com ela. E por isso, ele tinha que sair. Ele era minha base, eu tinha que perdê-la.


Perdi ela, e desta vez, sem o ombro dele para me dar apoio. Sem a base.


Vejo um sorriso no rosto dele agora. Além da brisa, sua mão se aproxima do meu rosto. Toca meus lábios, beijo. Tô ficando muito explicita novamente e não gosto disso. Bom, temos nos falado. Mas, por mais que ele queira, as coisas não são mais como era quando eu tinha 18 anos, muito menos com 28! Quero sim, continuar a vê-lo, do jeito que for, mas certa que novamente, vou fugir de uma relação.
Isso foi dito. Ficou explícito. Sim ele sabe. Me ver tão de longe me aproximou muito dele. Ou o aproximou da minha vida.

É estranho encontrá-lo agora. Assim, neste novo momento. Mas um estranho de bom!!!

Poder contar coisas tão familiares que ele não sabia, poder lembrar o dia que ele amanheceu na praia, vendo o sol nascer, e me esperando, desde as 3h da manhã. (Lembrança de algo que não vivi, mas pela descrição dele, eu vi, o sol tava maravilhoso... apesar dele estar bem triste pela minha ausência!!) Eu não cheguei. Sei que perdi um AMANHECER.

Era janeiro, e todo verão ficávamos muito apaixonados. Sempre era aniversário, mas nem sempre estávamos juntos nessa data.
durava alguns dias... finais de semana, alguns com mais intensidade do que outros.

Algo estranho me acomete escrevendo isso.

Eu estou muito feliz com esse reencontro... muito feliz com tudo o que tem acontecido na minha vida. Coisas pessoais que estou resolvendo num passe de mágica, estar comigo e somente comigo está muito bom! Posso ir onde quiser e com quem quiser. Meu melhor amigo chegou... ah, o que é que é estar com uma pessoa aglutinadora!!! Amigo satélite!!!

Bom estar fazendo coisas novas e inusitadas, sem ter alguém para me pre-julgar ou reprimir. Bom dar espaço para pessoas que eu não falava muito bem,e que agora estão ficando mais próximas !!!
Na verdade o título deste post deveria ser Reencontro!!!
[Domingo, Outubro 09, 2005]

Secrets Shareds: