impressionante acidente entre Gramado e Canela... srsrsr


[Sábado, Outubro 28, 2006]
Apenas o fumegante mundo a vapor!
[Sábado, Outubro 28, 2006]
Eu chegei 08:58!
A loja ainda estava de portas arriadas!!!!
E acredite, fui uma dos três primeiros funcionários a chegar cedo.

[Sábado, Outubro 28, 2006]
E hoje pela manhã, no horário de sair para o trabalho. Naquele horário em que não dá tempo muito para você virar o rosto para apreciar a paisagem, mas sim, dá para olhar o que acontece, sem perder a passada.
Ai...
Eu corri... neste interim, me lembrei que estava sem creditos no RioCard, e sem dinheiro no bolso. Fui rápido para o Sendas, porque lá há o caixa eletrônico e bem na frente um ponto do Metro de superfície.
Enfim... o caixa estava com defeito.
Imaginei a hora em que chegaria no meu trabalho: Vinte minutos atrasada. Mas não me detive, eu tinha que ir.
Refiz o caminho e andei mais um pouco.
UNIBANCO 30 horas e dois caras estranhos lá dentro.
Entrei. Tranquei a cara. Eu estava destemível... o super power anjo da guarda baixou ali naquela hora, e eu tive mais culhões que milhomens...
Sooooooooooooooo...
Cartão na máquina, senha no teclado, dez reais correndo para o bolso.
Passei pelos caras, que não eram tão medonhos assim, mas que se impressionavam com minha ATITUDE.
Engraçado, que nessas horas que eu evoco o super power anjo da guarda, até eu fico com medo de mim... é muito estranho. Chega ser sobrenatural de tão assustador.
Enfim, passei pelos rapazes e vi meu sapato, super sapato Gaucho, maravilhoso, comprado no último dia lá... ah, eu tinha calçado ele sem meia, meio na pressa.
Mas ele não machucava não.
Mas insistentemente lá, novamente, o cardaço indomável desamarrado.
Aff... ninguém merece.
Pensei: Não vou parar na frente destes caras aqui dentro não, ainda mais porque o Super Anjo da Guarda é poser... Posudo e marketeiro! Não baixa a guarda mesmo.
Incorporada ainda pela sombrinha dele, me indaguei: -Como vou atravessar a Av. N. S., de Copacabana fora do sinal, e em cima da hora, ou seja, com uma probabilidade enorme de ter que correr na frente de um ônibus, com esse sapato desamarrado. E esse cardaço impossível...
Ah, sem tempo nem saco para isso, né...
Depois da Av. Copacabana, eu atravessaria do mesmo modo a Bolivar. A Galope.
E eu irritada, mas tomando o maior cuidado para não pisar com o outro pé no cardaço desamarado, e ao mesmo tempo pensando no tempo e nas teorias da quadra de basquete, e como faria para não precisar me deter para amarrar o sapato no meio da rua, e me atrasar mais ainda...
Parei de olhar para o sapato, mas continuei pisando firme, e cuidadosamente, evitando colocar um pé muito proximo do outro, ou pisar antes de me certificar que o pé do sapato desamarrado já estava livre... enfirm, eu marchava e estava bastante concentrada na situação.
Quando cheguei no outro lado da Av. Copacabana, senti algo dentro do sapato.
Ai, mais essa, entrou ou soltou uma etiqueta lá dentro... que raiva.
Fiquei imaginando o que era e como havia entrado ali, pois era uma sensação que tomava todo o pé...
Ainda consegui correr até o 121 que parava no ponto... após uma quadra.
Me sentei e vi...
O cadarço estava dentro do sapato. Como se eu tivesse colocado dentro do sapato para não cair.
Uma coisa quase impossível de ser feita sem ajuda, já que o sapato não é apertado, mas sim justinho.
Na verdade, a cada passada que eu dava, a minha vontade era essa, de que o sapato engolisse o fio, mas imagina. A probabilidade daquilo acontecer era tão similar quanto a de ganhar na loteria.
Mas eu não parei para pensar muito.
O relógio havia corrido, mas o onibus também ia em velocidade boa, apesar de parar bem nos pontos.
Era minha outra e maior preocupação, não chegar 09:40min! Como imaginava, e calculava.

[Sábado, Outubro 28, 2006]
Após uma semana de ter visto um documentário chamado "Quem somos nós", algumas coisas ainda acontecem comigo!
A cena da quadra de basquete me chocou. Justamente por eu ver uma quadra de basquete exatamente como a visão da criança. A bola está em qualquer lugar! Você que a move, que dá possibilidades para ela. Isso me lembrou uma fase da minha vida, onde fui colocada pela primeira vez numa quadra de basquete. Eu logo de cara me fascinei pelo jogo. Certa aula, eu estava com a bola toda. antes da divisória da quadra, ou seja, um pouco distante da cesta. Haviam duas possibilidades, jogar a bola para a menina da direita ou para a menina da frente. Ambas impedidas. Havia também a possibilidade de correr com a bola. Ou ainda, nas últimas das hipóteses, como todos imaginavam, jogar a bola no alvo, e deixá-la perdida ao ar... sem rumo certo.
Eu olhei para todas as possibilidades, mas a possibilidade máxima, e de maior risco, me chamou atenção!!! Eu vi a bola entrando, justamente porque a minha visão do jogo é que a bola e a logística srsrsr, do jogo, gerava infinitas possibilidades.
A minha única possibilidade foi contrariar a minha professora e todas as meninas que comigo lutavam para ganhar a partida. Eu ia fazer uma besteira ali. Mas joguei a bola, e ela entrou sem lascar nada. Sem bater em nada. Como se a cesta estivesse ali do lado, pronta para recebê-la. E estava, na minha visão. Eu vi a bola lá. Fácil, fácil... e com que preparo físico se nunca fui esportista???
Se fosse uma daquelas garotas, também ficaria mega apreensiva. Mas foi.
E foi. E seguiram aplausos, que pararam o andar do colégio todo...
Mas eu não estava nada surpresa.
Sim, estava feliz. Mas não supresa!

[Sábado, Outubro 28, 2006]
[Quinta-feira, Outubro 12, 2006]
mas é que ela me escreve dessa forma, e eu fico me vendo. dai, depois de tanto ver pontos e mais pontos... rsrsrs
Por que será, né? Aquela máxima de dizer que sempre criticamos os nossos defeitos nos outros!!!!
Isso é muito certo!
[Quinta-feira, Outubro 12, 2006]
caraca... a sindrome dos tres pontinhos... again.
É infinitamente irritante ser assim, tão reticente!
Eu odeio isso.
[Quinta-feira, Outubro 12, 2006]
Engraçado, né? Os lugares que mais gostei na minha vida, foram imaginados tão suaves na minha vida.
Eu pensava em Londres, como apenas um lugar no mundo, e amei aquela cidade.
Pensava na Serra Gaúcha como apenas um lugar no Brasil, e me apaixonei pelo lugar.
Eu nunca pensei em ir para Joinville ou Blumenal, mas Gramado e Canela, eu pensava. Primeiro, porque algum parente foi lá, e me trouxe um retrato na frente de uma daquelas casinhas em estilo enxaimel, e não me lembro mesmo quem foi. E trouxe um chocolate de lá.
Anos depois, meu tio, um enófilo, me contou que foi até lá, e que os passeios que fez foram fracos para quem buscava conhecer boas vinículas, mas que a cidade era linda, e ele voltaria para fazer especialmente um roteiro para estudiosos de vinho, noutra cidade próxima. E ele foi, e fez, e adorouuuuuu.
Ainda ouvia as histórias do meu tio que é documentarista, e que ia buscar Kikitos lá no festival, pelos seus curtas, Imagina, um deles foi premiadíssimo no Festival de Havana, mas Gramado, nada! Ele voltava irritado. E falava mal da cidade. Sim, pelos olhares hippistas do meu tio, aquela cidade capitalista fedia.
Paguei mesmo para ver, e achei frio, chocolate, gente bonita e interessante, uma cidade educada para o turismo (nossa, como eu sinto falta disso aqui agora, no Rio!). Sim, eu acho isso muito legal, gente que transforma o pouco em algo interessante. É, porque algumas atrações são mesmo no meio do mato, no meio do nada, e alguém vai lá e faz algo para ter um atrativo e tirar dinheiro dos visitantes. Se isso é ruim? Bom, vi isso em todos os lugares lá fora: NYC, Londres e Paris...
E a criatividade e a capacidade de tornar o lugar interessante varia mesmo, e tanta coisa boba, desinteressante sendo visitada!!! Por que não aplicar isso no Brasil, e ganharmos dinheiro??? Isso é empreendorismo! Já que estamos num mundo globalizado, capitalista, e absolutamente imoral, vale!!!
[Quinta-feira, Outubro 12, 2006]
ai, meu psi andou me dando umas broncas por conta de umas reclamações (absolutamente sem fundamento) que andei fazendo. Acho que eu peguei ele num dia péssimo, a voz dele estava grave, e ele é tão suave, sempre.
é certo que tudo o que ele disse, eu sempre digo para mim, e até já disse para ele, mas,
enfim, parece aquela história, vc pode falar da sua família, reclamar das idiossicrasias que vc conhece e atura, mas não é legal ouvir ninguém falando dela, pois a família é sua, e apesar dos pesares, ela é sua, é parte da sua vida. E o mesmo vale para namorados e afins. Mas enfim, as vezes, tem verdades que tem que ser ditas, e neste dia, ele resolveu dizer. O problema é que eu estava ultra, ultra sensível, me sentindo estranhamente mal... ai, ai...
Saí de lá chorando e sem vontade de voltar, mas eu sei que ele está certo e eu tava precisando de colo, confesso, ainda estou...
[Quinta-feira, Outubro 12, 2006]
Eu, confusa além de tudo, mais do que nunca, sem norte.
Indo a leilão, esperando o lance final.
Mas ele me disse, o lance final é meu.
Conheci uma menina, conversamos mais de duas horas no telefone, mas ainda assim, depois de tudo, ainda me perguntei...
o que eu preciso???
Essa novela tá me deixando nostálgica, pelas cenas que eu tenho visto. Assim, desconexas, me trazendo certezas. Que coisa, né.
Mas o que é passado, tá guardado no fundo da mala.
E a minha mala ainda está semi pronta, esperando aqui, que a desfaça, ou que a refaça...
[Quinta-feira, Outubro 05, 2006]