É tarde, é tarde...

É tarde, é tarde... A areia que soprarei nos seus olhos trarão nostalgia. Dentro do túnel para os anos 80: música, contos, ácidos-comentários, arte, poesia, moda, e o cotidiano, e em Kunderez dramático: a nossa insustentável leveza do ser. Mas, não ficarei só nisso, no fim do túnel, no fim dos anos noventa, abri a porta do armário, a vida se torna mais colorida. Agora, estou aqui, presa nesta rede, teia prateada tecida por uma mulher-aranha.

Caindo no túnel do tempo...

Terça-feira, Outubro 30, 2007


Ei, pintassilgo,
Oi, pintaroxo,
Melro, uirapuru.
Ai, chega-e-vira
Engole-vento,
Saíra, inhambu.

Foge, asa-branca
Vai, patativa
Tordo, tuju, tuim
Xô, tié-sangue
Xô, tié-fogo
Xô, rouxinol, sem-fim
Some, coleiro
Anda, trigueiro
Te esconde, colibri
Voa, macuco
Voa, viúva
Utiariti

Bico calado
Toma cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí
Ei, quero-quero
Oi, tico-tico
Anum, pardal, chapim
Xô, cotovia
Xô, ave-fria
Xô pescador-martim

Some, rolinha
Anda, andorinha
Te esconde, bem-te-vi
Voa, bicudo
Voa, sanhaço
Vai, juriti

Bico calado
Muito cuidado
Que o homem vem aí
O homem vem aí
O homem vem aí

Segunda-feira, Outubro 29, 2007


Nunca mais serei a mesma depois de provar as delícias da Cairú!

Domingo, Outubro 28, 2007









Enfim, de volta. Após umas férias de sete dias na Amazônia, numa viagem que me causou, não sei porque, mais frisson do que as minhas idas para Europa ou até para a América do Norte. Talvez pelas raizes, e foi isso exatamente que busquei lá. Matei saudades dos meus tios, os mais queridos! E conheci um pouco das minhas raizes. Ouvi histórias, me encantei com a riqueza natural e do patrimônio histórico de uma cidade que foi, uma das cidades mais ricas do Brasil, por conta da exportação da borracha. Passeei de barco, andei pela floresta, fui a parques, assisti ao Festival Internacional de Danças da Amazônia, no camarote do Diretor do belíssimo Teatro da Paz. Conheci as dependências da TV Liberal, uma das afiliadas da Globo, que é comandada por um dos meus primos, que também não conhecia. Encontrei gente doce e prestativa nas ruas, digo hospitaleira. Assim, também quis ser. Eu estava feliz de estar ali, mesmo com o calor infernal. Sim, quando sai do Aeroporto, já estava com vontade de voltar, de tão quente que estava. Mas as enormes mangueiras da cidade nos dão sombra, e a brisa proveniente da Baia de Guajará refresca. Se não for suficiente, em cada canto há uma filial da Sorveteria Caiuri, com seus milhares de sabores de frutas com nomes diferentes, e carros chefes como Açai, Cupuaçu, Tapioca, Castanha e Bacuri... O resto é o resto, mas a gente ainda descobre Uxi, Murici, Sapoti, Tapereba e Magaba! Saborossissimos e baratos! Assim, como toda a gastronomia local. Saborosa e muito em conta. Imagine, comer um Vatapá na Estação das Docas no restaurante das Mulatas e pagar apenas R$7,00! Menos do que um lanche no Mc Donalds.
Ônibus e taxis também são bem em conta, visto que a cidade ainda é pequena e tudo gira ali em torno da Av. Nazaré! Eu bem quis me perder em Belém e não consegui! Todos te informam onde e como ir.
Passeei de Pôpôpô no por furos e igarapés e dei uma entrada na Floresta Amazônica. Fui a Mosqueiro, num breve passeio.
Entrei na Basílica e escutei uma oração para a Santa. Não há como não se emocionar, com a fé do povo.
Belém se revitaliza, porém, ainda engatinha no turismo receptivo, apesar de inúmeras opções para o visitante.
Ainda falta abrir o leque de opções hoteleiras e ter mais contigente de turistas para movimentar a industria receptiva que por conta dos atrativos da cidade já está pronta, mas falta ter demanda!
Voltei com o peito apertado, querendo mais um pouco desta brisa fresca...
Enfim, Rio 40°!




(O Lago da Iara - Bosque Rodrigues Alves)

Quinta-feira, Outubro 04, 2007

Na verdade, os textos que tenho lido, fazem parte do projeto Amores Expressos... cada escritor fala de uma cidade! Como não conhecia???
Andei visitando o blog do Cuenca, depois que comecei a ler a coluna dele no Megazine, algo sempre me incomoda muito no jeito que ele escreve, mas jamais, jamais indiferente...
Então, parte do Blog ele passa contando sua viagem a Tóquio!
E outra parte, falando de um texto de outro bloguerio: Amilcar Bettega... um texto que fala sobre cidades, e o Amilcar intitula: A arte de chegar em uma cidade! É bárbaro esse texto. Na verdade, li somente o que o Cuenca escreveu sobre este texto! E guardo aqui o link para ler depois o original!
Achei absolutamente real a descrição dele do que é ser Turista! Então, que venha o Norte!

Enquanto isso, me recupero de uma gripe gigante, tento ajustar a minha viagem, que já quase desisti de fazer. Tentando não dar muito bola para um leve(?) estado depressivo que me acomete, e hoje, depois de quase um mês longe do divã, por motivos pessoais, profissionais, e pela confusão que se instaurou na minha vida, fui ao analista.
Sentei e chorei, como há muito não fazia! Reclamei do remédio que me deixa forte para ser uma ótima profissional e encarar o dia a dia, mas me deixa sem paciência para as doces banalidades da vida! Por não entender o que passa comigo, e por eu não estar querendo dar muita bola para isso.
Eu ando muito auto-suficiente, me sentindo durona, forte, mas depois desta gripe, baixou uma sensação justamente do contrário, de que eu não sou de ferro. Tenho que saber a hora de parar. E parar muitas vezes quer dizer, recomeçar!
No meio disto tudo, o que foi a visita do gerente do meu novo banco? aiai. Era muito perfeito para ser real.
E tão perfeito assim, só poderia ser gay! Como e porque não? Antes que pudesse finalizar tal indagação, tive rapidinho o feedback!
A dúvida dele foi: -Como, se usamos caminhos tão comuns, ainda não haviamos nos encontrado?