É tarde, é tarde...

É tarde, é tarde... A areia que soprarei nos seus olhos trarão nostalgia. Dentro do túnel para os anos 80: música, contos, ácidos-comentários, arte, poesia, moda, e o cotidiano, e em Kunderez dramático: a nossa insustentável leveza do ser. Mas, não ficarei só nisso, no fim do túnel, no fim dos anos noventa, abri a porta do armário, a vida se torna mais colorida. Agora, estou aqui, presa nesta rede, teia prateada tecida por uma mulher-aranha.

Caindo no túnel do tempo...

Domingo, Dezembro 23, 2007

aiiiiiiiaiiiiiiiiiiiiii
isso me lembra algo!

Domingo, Dezembro 16, 2007

hum... meu coração fez tum tum tum agora!

Sábado, Dezembro 15, 2007

e aqui em outro tempo, outro show, o mesmo DEUS!
'q
Há alguns anos, registrei aqui um show que assisti no People and Arts, do David Bowie. Eu nunca gostei da fase Absolute Begginners dele, achava a música pop demais, feita para filme comercial.
Então no programa as pessoas ligavam pedindo músicas, e ele atendeu a esse pedido.
Eu me encantei com a interpretação dele, o carinho que ele colocou na voz para cantar, então, deu nisso... e virou um mantra, daqueles que me deixam com o peito inflamado e a voz embargada... Eu achava que era a ocasião, que estava bem dificil para mim, posso dizer que desgastante emocionalmente, e eu me sentia vulnerável, mas não, ainda hoje, curada e em dia com meus medicamentos, encontro onde? No You tube o clipe e revivo as mesmas sensações de como ele é lindo, e sem limite de talento...
Eu absolutamente amo Bowie!
para mim, amanhã:

Porque eu acho que estou me apaixonando!!!!!!!!!!
Pensando ainda no filme Relações Pornográficas, engraçado que no domingo passado, antes de ver o filme, pensei nele, pensei como se tivesse uma dívida em entender o que havia acontecido comigo... porque havia fugido? Soltado a mão dele naquela manhã chuvosa, quando na verdade eu não queria outra coisa. Não foi uma relação pornográfica, porque quando sexo aconteceu, at once, estavamos no ápice do nosso envolvimento emocional. Levou tempo para eu entender o que eu sentia por ele, sem conseguir também saber porque eu fugia tanto de um relacionamento com ele... E ainda fico sem entender. Mas enfim, guardamos com carinho essa nossa relação.
Domingo eu pensei nesta relação, ainda sem entender...Passei um tempo estranho, pensando nele, e algo me dizendo que já estava há muito tempo sem falar com ele, e como sei que sempre que isso acontece, algo lá, do outro lado, está acontecendo com ele. Aquelas coisas de pressentimento e tal. Não estava, puxa, que alívio, mas ele havia me ligado, no dia em que eu me acidentei, para que eu fosse lá ver a apresentação do filme dele! Fiquei feliz com o email... aplacou um pouco a saudade... assim, como grávida que fica com vontade de comer algo, senti saudade de rir um pouco com ele.
Sentirmento é uma coisa que não se explica, e eu amei o relacionamento que a gente teve, mesmo tendo sido tão estranho. Amei o que pude preservar e o que guardo comigo...
Na verdade a gente complica mesmo as coisas, e foge muito da felicidade... foi mais fácil para mim, me boicotar. Sabia que nada ia dar em nada, ou talvez até daria, mas a falta de viver, puxa, eu me podei, me boicotei legal... poderia ter curtido o que a gente sentia, sem maiores dramas ou traumas. O bom é que saimos bem no final, não me arrependo, porque, bem ou mal a gente ficou junto.... srsrsr de uma forma ou de outra. E eu feliz com todo o desfecho para ele!
Boooooofe, absolutamente lindo, não mudou nada!


my bizarre self constructed freak!!!

"Queen Bitch"

I'm up on the eleventh floor
And I'm watching the cruisers below
He's down on the street
And he's trying hard
to pull sister Flo
My heart's in the basement
My weekend's at an all time low

'Cause she's hoping to score
So I can't see her
letting him go
Walk out of her heart
Walk out of her mind

[CHORUS]
She's so swishy in her satin and tat
In her frock coat
and bipperty-bopperty hat
Oh God, I could do better than that

She's an old-time ambassador
Of sweet talking, night walking games
And she's known in the darkest clubs
For pushing ahead of the dames
If she says she can do it
Then she can do it,
she don't make false claims
But she's a Queen,
and such are queens
That your laughter
is sucked in their brains
Now she's leading him on
And she'll lay him right down
But it could have been me
Yes, it could have been me
Why didn't I say,
why didn't I say, no, no, no

[CHORUS]

So I lay down a while
And I gaze at my hotel wall
Oh the cot is so cold
It don't feel like no bed at all
Yeah I lay down a while
And I gaze at my hotel wall
But he's down on the street
So I throw both his bags down the hall
And I'm phoning a cab
'Cause my stomach feels small
There's a taste in my mouth
And it's no taste at all

It could have been me
Oh yeah, it could have been me
Why didn't I say,
Why didn't I say, no, no, no

[CHORUS]
eu não derramei uma lágrima ao ver este filme, mas as derrubo em sua lembrança!
Já que escrever para mim é um ato dificil, faço destes 3 a minha palavra:


Esse você precisa ver


Uma relação pornográfica
por Leonardo Vinhas


O que falar sobre o filme francês "Uma Relação Pornográfica" que ainda não tenha sido dito? Você provavelmente já leu que o filme é bem conduzido, tem uma narrativa leve e envolvente, que é impossível não se apaixonar gradativamente pelos protagonistas, etc. (Se não leu, este site tem um texto excelente sobre isso) Então, o que mais há a se comentar sobre esse filme?

Talvez sua capacidade de inquietar. De deixar uma sensação incômoda que só cresce a medida que tentamos relativizá-la. Porque "Uma Relação Pornográfica" é um filme sobre pessoas como você e eu, pessoas que se furtam ao ato de revelar seus sentimentos por estarem "calejadas" emocionalmente. Pessoas que às vezes aumentam a magnitude de suas mágoas para não terem que vivenciar novas dores. Pessoas que bloqueiam o que pode vir a ser amor transferindo suas falhas e incoerências para os parceiros. Pessoas que, quando podem sair da miséria emocional, criam barreiras e obstáculos para preservar sua solidão e depauperada individualidade. Como os protagonistas do filme. Por isso eles não têm nome, são apenas "o homem" e "a mulher". Porque podem ser qualquer um de nós.

"Uma Relação Pornográfica" não traz resposta a nenhum desses questionamentos, Ao contrário, traz mais perguntas e dúvidas. Suscita questionamentos e envergonha qualquer um que já passou por um relacionamento tomado por inquietação e tranqüilidade, por um sentimento que vem gratuito e pelo qual às vezes pagamos um alto preço. Um sentimento que convencionou-se chamar de amor. "Uma Relação Pornográfica" é um belo filme sobre o amor e sobre a falta dele.

Talvez somente isso não se houvesse falado sobre o filme.

Leonardo Vinhas já viveu uma relação pornográfica e ela terminou como a do filme


Uma relação pornográfica
por Marcelo Costa


Ela é conhecida por "ela". Ele é chamado, simplesmente, de "ele". Os dois formam um casal, sem formar. A história é uma história de amor, simples e sublime como o amor deveria ser sempre. E quase sempre acontece do jeito de Frederic Fonteyne retratou em suas lentes.

Poucas vezes o amor foi tão bem filmado quanto em "Uma Relação Pornográfica". A pornografia do titulo deverá decepcionar um espectador incauto, pois não é a pornografia de sexo explicito. É a pornografia do amor desnudo, brotando do impossível e sustentando-se no inevitável.

Os cuidados são deliciosamente tomados. Nathalie Baye, ela, não é uma atriz bonita no sentido hollywoodiano do termo. Sua beleza é a beleza das pessoas comuns. No inicio da trama, quando, em tom de retrospectiva, ela conta como tudo foi acontecendo, nós nem prestamos atenção direito nela. Porém, aos poucos, quando sua imagem volta ao âmago da história, é impossível não resistir a seu charme. Seu sorriso conquista, sua falta de jeito disfarçada em trejeito nos acolhe, sua entrega nos faz feliz, seu medo nos comove, sua história nos faz chorar, mesmo sabendo que ela não sabe de nada do que nós sabemos. E nós sabemos porque também acompanhamos os pensamentos de Sergi Lopez, ele, que também divide a narrativa lembrando de como tudo aconteceu, atuando de um modo desequilibrado, assustado, doce e perfeito.

Ela não sabe o nome dele, e vice-versa, e por conseqüência, nem nós. Conheceram-se via anúncio em revistas sobre sexo e apenas sabem que querem realizar suas fantasias sexuais. Escolhem um café para o encontro, decidem por todas as quintas-feiras em um hotel que ela já havia reservado. Assim nós, espectadores, os acompanhamos até onde nos é permitido, e ficamos a imaginar o resto. Enquanto a imaginação voa, o amor pousa. Ninguém esperava e todos temos medo. Eles principalmente. Ele assusta-se em ela querer ficar por cima, na cama. Ela assusta-se em imagina-lo olhando-a chegar ao orgasmo. Nós nos assustamos em como deixamos de dizer as coisas. E sempre acontece assim, desse jeito.

A sutileza dos olhares impressiona quem estava preparado para a violência do sexo fácil.

Fonteyne enfrenta o desafio de contar uma história de amor em um mundo repleto de histórias de amor. Poderia soar repetitivo, caricato, mas soa sublime, tocável, real. Quando "ela" começa a questionar que os filmes que vê não retratam a vida real, nós sabemos do que ela está dizendo. É bem mais difícil desnudar sentimentos do que desnudar corpos, e essa é a magia de "Une Liason Pornographice".

Natalhie Bayle recebeu o prêmio de melhor atriz, a Taça Volpi, no Festival de Veneza. Sergy Lopez recebeu o prêmio de ator do ano da European Award. E nós recebemos uma história de amor como não se conta mais. Simples e sublime como o amor deveria ser sempre, só esperando que ninguém espere passar o momento para dizer tudo que sente. Você, caro leitor, diz?

O tempo passa. O amor.
E foram felizes para sempre. Foram?



ESCOLA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE

Delegação Rio Grande do Norte

Sessão de Cinema e Psicanálise


FILME: UMA RELAÇÃO PORNOGRÁFICA

Direção: Frédéric Fontayne
Roteiro: Philppe Blasband
Produção: Patrick Quinet, Rolf Schimid e Claude Waringo
Fotografia: Viriginie Saint-Martin
Elenco: Nathalie Baye, Sergi López, Jacques Viala e Paul Pavel

COMENTÁRIO:

Filmo pessoas que fazem amor e conversam e é nesse sentido que a relação se torna pornográfica; é obscena porque é completamente íntima e o sexo é tão importante como a palavra”.Fréderic Fontayne, diretor



Um casal se conhece com o objetivo explícito de terem um relacionamento sexual. Ela, mais precisamente, com o objetivo de realizar uma fantasia sexual específica. Eles se encontram, vão direto para a cama, sem sequer saberem os nomes um do outro. A partir daí, passam a se encontrar semanalmente, sem nunca dizerem seus nomes, onde moram, o que fazem, ou qualquer desses detalhes que identificam as pessoas, as localizam aos olhos do outro. No entanto conversam o tempo todo em que não estão fazendo sexo. Em algum momento, passarão a fazer amor. E conversarão mais ainda. Em algum momento se apaixonarão. Mesmo sabendo tão pouco um do outro, mesmo se recusando a saber mais, mesmo assim eles se apaixonarão. O pouco que é dito é suficiente, suficiente para despertar nos dois, cada qual na sua solidão de ser, o amor. Não há dúvida, nem para eles, nem para nós, que o que é colocado em cena é amor. Aliás, em termos das cenas de sexo, só o que temos é o amor.

A fantasia sexual, o que impulsiona de imediato essa mulher a buscar e encontrar esse homem, esta, fica guardada. Ficamos do lado de fora do quarto. Nada nos é dito, nem por ele, nem por ela. E aí, o diretor Frédéric Fontayne nos oferece a outra face do obsceno: pois a fantasia, aquilo que poderia retratar o “real do sexo”, fica de fora, fora da cena. Quando nos é permitida a entrada no quarto, o que vemos em cena é um homem e uma mulher cada vez mais enamorados, mais apaixonados, “in love”, como tão bem nos diz a língua inglesa.

A beleza desse filme, seu final tão bem desenhado para dar conta do impossível encontro entre um homem e uma mulher, reside justamente no contraponto entre o que o título sugere e essa delicadeza, quase pudor, ao tratar do amor, que assume o primeiro plano da cena.

O casal que se forma para encenar uma fantasia sexual, como se quisesse chegar ao real do sexo, cria um setting “artificial”, na medida em que, tanto quanto possível, isolado da realidade em que vivem. No entanto, pouco a pouco, vêem-se ultrapassados por algo que demanda deles cada vez mais, algo que não estava no “script” original. O que é? Seu ser, sua falta, o que entra no circuito dos dois que se apaixonam?

Há um engodo na vontade de gozo que portam as fantasias sexuais. O de que possamos elidir o desejo e sua falta correlata. O de que a fantasia seja algo mais do que é: enquadre necessário ao nosso desejo.

No filme, é interessante, porque a fantasia, uma vez vivida, deixa de ter importância, é totalmente secundária. Acaba-se a urgência que havia para ela. Ela parece livre para desejar e amar, mas só o faz em condições ainda muito bem demarcadas. Condições que excluem qualquer detalhe, que a tirem do anonimato. e, paradoxalmente, a coloquem de volta na multidão de onde saiu.

No entanto, um acontecimento, totalmente fortuito, totalmente trágico, tirará o casal de sua clausura amorosa, de seu paraíso de gozo. A entrada da morte em cena recorda a esse casal que eles não estão sós, que algo no mundo lhes escapa e lhes interroga, que eles são mortais. Sim, eles são mortais. Não há encantamento que resista, sem ser redimensionado, ao encontro com a morte.

Será a partir daí que ela e ele se defrontarão com a perspectiva do amor, não apenas do ponto de vista da realização no plano sexual, mas enquanto dois seres para quem tempo e desejo definem o antes e o depois; para quem tempo e desejo não estão aí para sempre...

Diante da inexistência da relação sexual, coisa que parece ser negada a princípio, com a fantasia; diante da morte, que aponta para a falta maior, que nos constitui enquanto sujeitos, ela e ele têm o recurso do amor. O amor enquanto o que faz suplência à inexistência do encontro. O amor enquanto algo que ilude e, por isto mesmo, alude àquilo que nos falta.

A beleza desse filme é não se reduzir ao romantismo, é resistir a ele, quase ao final, com a tristeza infinita dos que assim procedem. Mas com isto deixar uma bela história que nos permite falar sobre o amor.

Liane Barros
Natal, 31/03/2006
a Ju está linda no especial Por toda a minha vida, sobre a vida do Tim Maia!
Eu amo esta mulher!

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007

afff, amanhã fisioterapia novamente, tenho que dormir cedo e agendar o taxi... eita rotininha chata!
sim, vou fazer uma nova tattoo....
Eu vi na TV Liberal uma moça com esta tattoo no braço! E eu já estava pensando em fazê-la, mas não tinha a menor idéia de como ficaria. É simplesmente o traço gráfico da tribo Assurini Awaeté - Gente de Verdade! Sua marca d'agua! Exatamente esta que o índio desenha. É um pouco de mim, de minhas raizes.
O braço dela estava lindo! Mais bonito do que eu imaginava.
hoje foi um dia bem doloroso para mim, com o joelho machucado, e como habitual, acordei as seis para fazer a fisioterapia; depois, voltei para casa e dormi, muito! Parece que ontem a dor do joelho passou para a cabeça e eu tive uma enxaqueca sem fim.
Então, tomei remédio para dormir, e no final foi isso... dormi boa parte da manhã.
Choveu um absurdo, e o joelho doendo...
Meu tio veio aplicar acupuntura... sim, agulhadas. Quem sabe assim não melhoro?

Coloquei o último filme que tinha alugado: não sei se gostei muito de algum, mas o de hoje foi especial:
Uma relação pornográfica.
Nada do que parece ser, mas sim, um filme sobre amor! Delicado, sutil, leve!
Me lembrei muito de duas relações pornográficas que tive: Rodrigo e Bruno.
As duas foram iguais ao que vi no filme.
Ainda guardo algumas cicatrizes. Talvez por minhas próprias atitudes. Mas não me arrependo de nenhuma das duas.
Eu amei este filme, mas do que aquele francês Antes do amanhecer, ou do por do sol, sei lá... (não me disseram muito!)
Talvez por que a maioria das minhas relações tenham sido assim: pornográficas.

Foto de um joelho inchado, contundido, batido, avariado, mas vestido de indigena marajoara ou melhor: nova técnica oriental para curar articulações danificadas!

Sábado, Dezembro 01, 2007

Sem poder escrever muito, mas registrando aqui uma matéria sobre o significado da palavra inglesa Cool, tão em voga! Este é o tema do Caderno Ela de hoje, do Globo... acho que se aproxima bem do que eu realmente tenho achado Cool nesses últimos tempos...